quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Total War: Rome II

No oitavo episódio da série Total War, o Império Romano é o foco mais uma vez. Quase dez anos se passaram desde o primeiro episódio da franquia a abordar o período, o que faz com que a Creative Assembly encare o novo título como mais do que uma simples sequência. Não que a companhia veja assim qualquer outro de seus games, pelo contrário: para eles, cada título é uma unidade individual.
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E essa ideia está, mais do que nunca, enraizada no coração de Total War: Rome II. Em uma tentativa de fugir do estereótipo-padrão dos jogos de estratégia, a desenvolvedora quer criar um estilo de combate muito mais orgânico e mostrar que mesmo os soldados virtuais que estão ali têm coração e cérebro, e não são simples robôs programados para matar e prontos para morrer.
Tudo isso parte de um conceito já antigo da marca, que sempre quis passar uma boa noção de escala para seus jogadores. Ao contrário da maioria dos RTSs, em Total War é possível tanto observar os grandes combates à distância – com centenas de soldados entrando em conflito direto – como bem de perto, assistindo aos golpes mortais de uma única unidade em outra. É justamente esse clima que mistura intimidade e vastidão que motivou o maior foco de Rome II: a inteligência artificial.
Até que ponto você é um bom comandante?
Al Bickham, diretor de comunicação da Creative Assembly, deixa claro: simplesmente mandar suas unidades entrarem em combate não é mais o suficiente. Um novo sistema de motivação, chamado simplesmente de “Morale”, altera de maneira completa o funcionamento dos combates e as ações exigidas para vencer.
Se algum dia existiu um game que faria jus ao gênero estratégia, Total War: Rome II promete ser esse título. Caso o jogador aja como um general insano e simplesmente mande seus soldados para o combate, será surpreendido com suas tropas fugindo aterrorizadas assim que o inimigo começar a assassinar as unidades uma a uma.
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Tudo depende da sua atitude com relação a posicionamento e estratégia. Mantenha os flancos sempre protegidos e seus soldados se sentirão mais motivados a lutar. Use formações típicas das tropas do Império Romano e todos saberão exatamente o que fazer, partindo para cima dos inimigos com muito mais confiança. Saiba usar o terreno e observe combatentes mais confortáveis em partir para cima dos oponentes.
A mistura de tipos de unidades também faz toda diferença. De nada adianta formar uma tropa apenas de infantaria. Em vez disso, coloque um ou dois elefantes de combate na frente de batalha e perceba um bom ganho na moral de seus soldados, que estarão protegidos atrás de um animal que, com certeza, intimidará o exército inimigo.
Levar um general para o campo de batalha também é importante e, aqui, Total War: Rome II assume ares de RPG. Os personagens desse tipo podem ser evoluídos a partir de um sistema de experiência, ganhando novas habilidades de ataque, defesa e coordenação de exércitos. O jogador está livre para trabalhar com esses atributos de acordo com seu estilo de jogo.
Todo general tem um raio de ação e sempre que um soldado estiver no interior desse círculo, ganhará moral. A atitude do comandante da tropa também faz diferença, com o aumento na motivação sendo diferente caso o general esteja na linha de frente ou protegido por todo o exército, comandando as tropas do fundo.
Tudo tem uma razão de ser
Os aspectos avançados da inteligência artificial não se resumem apenas ao comportamento das tropas aliadas. Total War: Rome II conta com todo um sistema de diplomacia que define o alinhamento de facções amigas ou rivais. Negocie com cautela para não se ver atacado inesperadamente por alguém que você considerava um companheiro.
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Bickham explica: o jogador deve estar sempre atento à opinião de um aliado e usar isso a seu favor. Ele afirma que uma das preocupações da Creative Assembly foi mostrar exatamente o caminho do funcionamento da inteligência artificial e dar ao usuário maneiras de prever o comportamento dela. Trata-se de um jogo de estratégia também fora dos momentos de combate.
Até mesmo o crescimento do Império Romano virtual pode ser visto como uma ameaça para os aliados caso o jogador não saiba adular os vizinhos. Todos os acontecimentos diplomáticos terão uma razão de ser e, de acordo com a desenvolvedora, nada vai acontecer do nada. O jogador sempre saberá onde errou ou de que forma poderia ter agido para evitar um conflito.
Combates orgânicos
Total War: Rome II também apresenta um tipo de preocupação que nem sempre existe em jogos de estratégia. De forma a melhor retratar os intensos combates que acontecem entre dois soldados, a Creative Assembly empregou técnicas de captura de movimentos como as vistas em muitos títulos com o enredo como foco principal.
O trabalho com detalhes é uma preocupação aqui. Jornalistas que testemunharam exibições públicas do game em eventos se impressionaram como com elementos como imperfeições no metal das armaduras e dobras na pele dos elefantes de combate. Aqui, “olhar tudo de perto” aparece no sentido exato da frase e você se sentirá no meio da batalha.
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A inteligência artificial também tem um papel importante, garantindo movimentos naturais aos soldados e um comportamento adequado ao momento. Durante lutas em cidades, por exemplo, as unidades usarão os elementos do cenário como cobertura, ao mesmo tempo em que se protegerão atrás dos companheiros e usarão mais os escudos quando em campo aberto.
Essa sensação também existe na transição entre as batalhas navais e em terra. A ideia é que ninguém estará fazendo nada enquanto outro grupo está em pleno combate. Mesmo quando o jogador não está dando ordens aos soldados, eles estarão em ação, seja atacando o inimigo ou simplesmente garantindo a própria sobrevivência. Tudo, claro, depende da motivação deles.
Total War: Rome II chega no dia 3 de setembro de 2013, exclusivamente para os PCs. O game é uma produção da Creative Assembly, publicada pela SEGA.

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